A importância de se preservar e incentivar as manifestações culturais



Sérgio Cardoso

A cultura do ES tem influências diversas. O jongo do Norte do Estado

O nosso Estado vem se constituindo ao longo de sua história a partir de inúmeras matrizes culturais, gerando uma diversidade permeada de sensibilidades e produções variadas que requerem espaços de avivamento e expressão. A situação de miséria de grande parte da população faz com que as formas de viver se diluam em meio, muitas vezes, aos produtos da indústria cultural. Ainda que esses tragam praticidade para vida diária não podem substituir outras formas de cultura popular.

Negros e imigrantes europeus de tantos lugares trouxeram (e trazem) para o Espírito Santo manifestações, artefatos, música, culinária, experiências lúdicas, produções simbólicas, etc, estabelecendo espaços de interação e transversalidades, gerando tantos outros produtos híbridos que contém a vida de nossa gente. Como todo Brasil, nosso Estado é povoado por uma grande quantidade de manifestações, eventos e produções culturais. Assim, são os inúmeros grupos teatrais, musicais, de danças, folclóricos, de cinema, de artesanatos, de artes plásticas que compõe a nossa identidade.

Sérgio Cardoso

Congo de máscaras de Roda D'Água
Muitos problemas ainda existem quando falarmos da circulação das produções locais e manifestações populares aqui no Estado. Há uma carência de promoção de festivais estaduais de dança, teatro, músicas, poesia, literatura, cinema e vídeo. Propostas de Encontros de Cultura Popular (Congo, Ticumbi, Jongo, Folias de Reis, Caxambu, Bate Fechas, Calango-dê, Grupos folclóricos Europeus, Samba, entre outras) nem sempre podem ser viabilizadas. Temos um bom número de equipamentos, como salas de teatros (ainda que nenhuma delas esteja apta a receber peças de grande porte), salas de cinemas, museus, galerias, quadras de escolas de samba entre outros. Mas não temos um memorial da cultura popular e erudita, além de verificarmos uma grande dificuldade de funcionamento desses espaços, como faltam de restauração, equipamentos adequados etc. Não possuímos, ainda, um Centro Cultural que abarque salas de teatro, cinemas, exposições, arenas de espetáculos, bibliotecas, auditório, salas de ensaios de músicas e recitais, etc.

Sérgio Cardoso

As casas de farinha nas comunidades quilombolas

São muitas as carências da cultura no Espírito Santo. Nosso mandato tem atuado, de acordo com as possibilidades, no apoio a realização de eventos que venham promover o debate sobre políticas públicas para a cultura, como foi a realização em junho/2004 do Primeiro Fórum Permanente da Cultura Capixaba (1° FPCC). Temos colaborado constantemente com a cultura erudita e popular realizando articulações em Brasília a aqui para viabilização de projetos, dentre outras ações permanente de apoio que estabelecemos em nosso escritório local.

Viabilizamos, também, uma agenda com o Secretário Nacional da Identidade da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, o ator Sérgio Mamberti no dia 9 de junho deste, na ocasião realizemos uma reunião com o Folclore Capixaba. Presentes estavam diversas Associações Municipais e a Federação Estadual de bandas de Congos, a Comissão Espírito-Santense do Folclore e a secretária de Cultura do município de Vitória. Como uma proposta de ação ficou referendada a realização em Vitória de um encontro Nacional de Portadores da Cultura popular com o objetivo de continuar o debate sobre as políticas públicas para a cultura popular do Governo Lula.

Sérgio Cardoso

A garra indígena que luta
pelo seu futuro

Ainda, nesta agenda com Sérgio Mamberti foi possível realizar um encontro com vários secretários (as) de Cultura municipais e a comunidade cultural capixaba. Neste encontro foram debatidas as políticas publicas do Ministério da Cultura, Como o Plano Nacional da Cultura, o Sistema Nacional da Cultura, o programa Cultura Viva. Na ocasião, os agentes culturais fizeram uma profunda análise da situação da cultura capixaba.

Promover a construção de uma nova visão dos valores humanos através dos conhecimentos materiais e imateriais expressos nas diversas manifestações da arte e da cultura faz parte incontestável da preservação do modo de ser e viver de um povo e são de essencial importância para a sustentabilidade local. Entendemos que em regiões onde se fizeram investimentos na área cultural os benefícios gerados foram enormes: fixação da população jovem no local, geração de emprego e renda, surgimento de novos projetos, fortalecimento de laços comunitários, integração do circuito cultural com circuito turístico, entre outros.

Jornal Folha da Terra

As influências culturais dos imigrantes

Assim seguimos nosso apoio a Comunidade Cultural Capixaba e conjuntamente vamos construindo um projeto para a cultura no Espírito Santo.



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